Adolescentes em conflito com a Lei

,
Adolescentes em conflito com a Lei
A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania e a Secretaria de Trabalho firmaram um acordo onde se comprometem a oferecer cursos profissionalizantes aos jovens que cumprem medidas sócio-educativas. A idéia é oferecer cursos que realmente são procuradores pelos empregadores. Esse pode ser o primeiro passo para que os jovens saiam com uma ocupação e consigam, de fato, a ressocialização. Parabéns aos secretários Peniel Pacheco e Rodovalho.
Tribuna do Brasil / Caderno TB Programa / Coluna Papo Firme

PEC LEGAL

,
PEC legal

Autor: lívio di araújo

PEC legalA PEC da Juventude, proposta de Emenda à Constituição de nº 138/2003, foi aprovada ontem, em segundo turno, na Câmara dos Deputados. O substitutivo assegura ao jovem prioridade em direitos como saúde, alimentação, educação, lazer, profissionalização e cultura. A matéria segue agora para tramitação no senado onde será também votada em dois turnos. "A Câmara deu um passo importante para que os 50 milhões de jovens no Brasil possam ter, finalmente, os seus direitos assegurados na constituição Brasileira", disse Luciano Lima, Coordenador de Juventude do GDF. Vale lembrar que atualmente, somente as crianças e os idosos têm os seus direitos constitucionais assegurados.


Fonte : Tribuna do Brasil
Data : 13 de novembro de 2008

Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP

,
Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na tv:De mãe para mãe... 'Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra atransferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em SãoPaulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado. Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho,das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como deoutros inconvenientes decorrentes daquela transferência.Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades deDefesa de Direitos Humanos, ONGs, etc... Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro. Enorme é a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual. Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite. No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo... Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem. No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas 'Entidades' que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar 'Os meus direitos' !

O que pode criar um monstro?

,
O que pode criar um monstro?
O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por… Nada?
Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?
O rapaz deu a resposta: “ela não quis falar comigo”. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.
Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.
Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram. Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.
O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.
Os pais dizem, “não posso traumatizar meu filho”. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.
Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.



Texto retirado de : http://blog.mafaldacrescida.com.br/?m=200810

Meia-entrada para estudantes poderá ser proibida nos fins de semana

,
Meia-entrada para estudantes poderá ser proibida nos fins de semana
A proposta já passou na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.Se aprovada, a nova carteira pode restringir os benefícios dos alunos.
Do G1, com informações do Jornal Hoje

Um projeto de lei que já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) propõe o fim da meia entrada para estudantes em cinemas nos fins de semana e nos feriados. A proposta quer regularizar a emissão da carteira que passaria a ter um padrão único em todo o território nacional.
Caso seja aprovada a proposta da nova carteira, só poderá valer meia-entrada no cinema de segunda a sexta-feira, não sendo permitida nos fins de semana e feriados. No teatro, não será permitida meia-entrada de quinta-feira a sábado, valendo apenas de domingo a quarta-feira.
Além disso, cursos de idiomas, de dança e de concurso não poderiam mais emitir o documento. Só teriam direito os alunos matriculados da pré-escola ao ensino médio e os universitários. Produtores culturais, parlamentares e os estudantes afirmam que é muito fácil obter carteirinha de estudante, devido também a uma má fiscalização. “Eu tenho carteira de estudante porque eu fiz um preparatório para concurso e eles disponibilizaram para gente. Se você é estudante, é estudante de qualquer coisa, de cursinho....”, afirma a professora de música Rebeka Barros Soares, que já é formada. O produtor cultural Gustavo Sá admite que os preços dos ingressos de eventos são caros e afirma que um dos motivos é o excesso de carteiras de estudante, mas também diz ser contra a proposta. “Voce tem que ter uma bola de cristal e saber quantos ingressos vão ser meia e quantos vao ser inteira”, afirma.

Álcool e drogas. O que fazemos?

,
“Um milhão de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos precisando de tratamento médico devido á dependência de álcool e drogas."Essa manchete afirma que os dados vieram de uma pesquisa solicitada pela ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA ao ibope, realizada em todas as regiões do país. Mobilizamo-nos? Chocamo-nos? Por quanto tempo? Os dados são relevantes, a sociedade denunciadora, as ruas reveladoras, o sistema impotente, o capital imperativo.Podemos percorrer caminhos exaustivamente, procurando medidas imediatas e irmos soprando o pó que está à nossa volta, formando montanhas ilusórias e necessárias aspirando sem o saber a fumaça que, misturada à do progresso, capta a cannabis , com seu frisson e magia presentes em cada rua que caminhamos. Podemos ainda nos entreter ao fim do dia , com cuidados " legais ", marcados por motoristas ou taxistas, que nos permitem a diversão ao grau indispensável, cegando-nos nos tropeços dados às crianças que, embriagadas, pernoitam ao relento. As baladas, as noitadas, os sons e agitos, os gritos surdos e o esctasy, emolduram o quadro social, com néon e muita água, seguidos de muitos comas e morte.Observemos a faixa etária : 6 - 17 anos.......Crianças e jovens adolescentes já iniciados. Crianças sem história familiar, sem história para contar, escrevendo histórias com lápis sem ponta, registros em branco, olhar voltado para o nada, envolvido no nada, na ausência da expectativa, na impossibilidade do sonho, da fantasia, da ausência de competência e recheio do ser. O que sobra para uma criança que não tem fantasiaObservem as crianças no semáforo...Parecem robotizadas, recitam pedidos, mascaram expressões, e dia após dia, repetem o ato do pedir, do pedir para alguém, do pedir para ter algo a dar a alguém, do pedir para não apanhar...Qual é o tempo que se tem para sonhar?Assistimos, às vezes até pagamos para assistir, vamos ao cinema ver aquilo que gratuitamente desfila diante de nós nas ruas. Mas nas ruas estamos longe de nos divertir, assistimos com um que de não ver, alienados, distanciados, não temos nada para a ver - literalmente. Quanta ironia, Quanta hipocrisia.Bem sabemos que não há sistema de saúde publica para o atendimento à esses jovens. Sabemos também que somos preconceituosos, e a política social deveria resolver essa questão social. Sabemos que o caos se instaura, e é preciso que alguém o resolva.Medidas, medidas, medidas. Adiamos soluções por que as medidas são imediatas e as soluções precisam de mais tempos...Se as crianças não têm história, não parece que poderíamos pensar por que? E a partir disso, quem sabe, fornecer instrumentos para se criar e contar uma história? Um lápis com ponta? Quem sabe um caderno e uma escola ? Mas as escolas estão fechando, os professores amedrontados, ameaçados, não conseguem lecionar, a violência é o imperativo do “não estude". E os violentos são crianças de 10, 12 anos... Que caos!Bem... Há esperança... As crianças não nascem com 10, 12 anos... Mas há ausência, muitas vezes, de uma estrutura familiar para que essa criança chegue ao 10, 12 anos com um mínimo de ponta no lápis. Temos então uma família exausta, sofrida e doente, com um bebê. É essa a realidade! Uma família sem condições e um bebê!Observava uma criança, de 5 anos, no meio do mato. Ela se aproxima do adulto e pergunta, com um papel de bala nas mãos : onde está o lixo ? Essa pergunta faltou à criança de 6 anos que puxa uma pedra de crack, talvez tenha faltado aos pais dessa criança, ou não puderam, por conta do tempo, correria e capital, dizer-lhe o quanto essa pergunta era importante ser apreendida. Quem sabe tenhamos, todos, que voltar a escola e apreender... Valores, educação, vida. Quem sabe daquele onde jogamos o papel.Quem sabe, finalmente, saberemos que as drogas são a mais pura expressão da falta, da falta daquilo que não se pode ter e não se pode elaborar essa impossibilidade.

Janete Krissak,
Psicanalista e diretora de uma clinica de tratamento para dependentes químicos.

Combate à pichação urbana

,
Combate à pichação urbana
Autoridades, pais e alunos debateram o tema durante o primeiro fórum realizado no DF

O I Fórum Distrital de Combate à Pichação em Brasília, que foi realizado ontem, reuniu representantes de diversos segmentos da sociedade, como o subsecretário de programas comunitários da Secretaria de Segurança Pública, Normando Feitosa e o subsecretário da juventude da Secretaria de Justiça, Luciano Lima, além de pais e alunos da rede pública de ensino. O objetivo do encontro foi discutir o problema da pichação urbana.Para isso, foi apresentado aos presentes os problemas da pichação, da formação de gangues, os índices e as conseqüências disso. “Depois, entregamos um questionário para as pessoas e o recolheremos na próxima segunda-feira. Com isso, queremos identificar as gangues existentes no DF e tentar trazer esses jovens para o projeto Picasso não Pichava”, explica o coordenador do projeto, Gláucio Neto. A idéia do fórum surgiu dentro das palestras realizadas com os jovens, que sentiram a necessidade de serem ouvidos pelas autoridades. Segundo Neto, a pichação não é mais um crime qualquer, mas ainda é algo difícil de ser controlado, pois não há como destacar efetivo policial para monitorar 24 horas todas as regiões da cidade. Só no ano passado, foram registradas 329 ocorrências de pichação. “A pichação está correlacionada com outros problemas mais graves dentro do contexto de nossa cidade, tais como: tráfico de drogas, furtos, roubos, agressões e outros mais”, observa.



Texto retirado de : http://www.jornalcoletivo.com.br/index.php?idpaginas=15&idmaterias=374707