29/09/2008 - 09h32
Fies recebe inscrições a partir desta segunda
O Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) abre nesta segunda-feira (29), às 10h, as incrições para os interessados em obter cobertura das mensalidades de cursos universitários particulares. O prazo vai até 19 de outubro.Para candidatar-se ao processo seletivo é preciso preencher a ficha de inscrição disponível no site da Caixa e imprimir o protocolo preenchido para entregá-lo na instituição de ensino em que o aluno pretende estudar. Antes de preencher o formulário de inscrição é necessário fazer a simulação da evolução do financiamento e verificar o valor do saldo devedor e das prestações que serão cobradas.O estudante só poderá se inscrever se a sua instituição de ensino estiver cadastrada no Fies e se ele estiver regularmente matriculado em curso de graduação. Para saber se a instituição é cadastrada, consulte o site do FiesA divulgação da relação dos inscritos acontecerá em 20 de outubro e o resultado sairá em 3 de novembro.
FinanciamentoO Fies cobrirá a integralidade dos encargos educacionais assumidos pelos estudantes bolsistas, ou seja, a parcela não coberta pela bolsa, nos seguintes casos:
Bolsistas parciais de 50% do ProUni;
Beneficiários de bolsas complementares matriculados em cursos prioritários. São considerados cursos prioritários os cursos de licenciaturas em química, física, matemática, biologia, engenharia, medicina, geologia, cursos de tecnologia constantes do Catálogo Nacional de Cursos Superiores em Tecnologia;
Beneficiários de bolsas complementares matriculados em cursos que tenham obtido conceito cinco ou quatro na última edição do ENADE.Para os bolsistas beneficiários de bolsas complementares matriculados em cursos que tenham obtido conceito três na última edição do ENADE o FIES cobrirá a metade dos encargos educacionais totais.Para os estudantes não bolsistas, matriculados em cursos considerados prioritários, o Fundo cobrirá 75% dos encargos educacionais cobrados e metade dos encargos para os estudantes regularmente matriculados nos demais cursos.Para alunos matriculados em cursos sem conceito, avaliados pelo ENADE, o FIES financia até metade dos encargos educacionais. Para estudantes matriculados em cursos que tenham obtido conceito inferior a três no ENADE é vedada a concessão do financiamento do FIES. No caso de cursos novos, sem conceito do ENADE, o FIES financia até metade dos encargos educacionais para os estudantes matriculados. Outras informações podem ser obtidas no site do Fies
Texto retirado de : http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/09/29/ult1810u153.jhtm
Dois milhões de jovens vão à escola sem saber ler e escrever
Dois milhões de jovens vão à escola sem saber ler e escrever
24/09/2008
Mesmo dentro de sala de aula, os brasileiros ainda não conseguiram transpor uma barreira que mantém o Brasil distante de países desenvolvidos: o analfabetismo. Há 2,1 milhões de crianças entre 7 e 14 anos no país que, embora freqüentem a escola, continuam analfabetas. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quarta-feira. O estudo revela que 87,2% das crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos que não sabem ler e escrever (2,1 milhões) freqüentavam a escola regularmente em 2007. E uma minoria deles estava com os estudos atrasados: apenas um quarto dos estudantes do ensino fundamental tinha mais de dois anos acima da idade recomendada para a série que estudava. A taxa de analfabetismo entre os que estudam contrasta com a freqüência escolar dos jovens entre 7 e 14 anos, que alcançou 97,6% em 2007. Um nível considerado "praticamente universalizado" pelo IBGE. "O acesso à rede de ensino está se universalizando [...]. No entanto, ainda persistem problemas associados à eficácia escola", diz texto da Síntese de Indicadores Sociais, feita com base em cruzamentos de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2007, divulgada semana passada pelo IBGE. Para os pesquisadores, a contradição revela falhas na qualidade de ensino e pode ter como causa o sistema de aprovação automática em escolas. Na média brasileira, a taxa de analfabetismo foi de 10,5% da população, ou 14,1 milhões de pessoas, como havia revelado a Pnad. O índice é menor que o de uma década atrás --em 1997, havia 15,9 milhões de analfabetos, segundo o IBGE. Mas ainda não alcançou patamares como os da China (7,1%) e Rússia (0,6%), que dividem com o Brasil lugar nos Brics (grupo de países emergentes formado também pela Índia), segundo a pesquisa. A taxa brasileira, como mostrou a Pnad da semana passada, também é uma das piores da América Latina e está atrás de países como Bolívia, Suriname e Peru. Alfabetização de jovens e adultos As tentativas do governo de alfabetizar os adultos também são falhas, segundo aponta a Síntese de Indicadores Sociais. Em 2007, 2,6 milhões de brasileiros com mais de 15 anos faziam cursos de educação de jovens e adultos. Mas apenas um quinto deles freqüentava aulas de alfabetização de adulto, foco dos programas do governo federal, segundo o IBGE. Os outros 79,3% estavam em supletivos de ensino fundamental ou médio. Entre os adultos, 3,9% dos alunos de alfabetização têm 60 anos ou mais e 19,4%, 40 a 59 anos, contra 76,8% dos estudantes entre de 15 a 39 anos. Fonte: Revista Educação
Texto retirado de : http://ondajovem.terra.com.br/noticias.asp?idnoticia=4526
24/09/2008
Mesmo dentro de sala de aula, os brasileiros ainda não conseguiram transpor uma barreira que mantém o Brasil distante de países desenvolvidos: o analfabetismo. Há 2,1 milhões de crianças entre 7 e 14 anos no país que, embora freqüentem a escola, continuam analfabetas. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quarta-feira. O estudo revela que 87,2% das crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos que não sabem ler e escrever (2,1 milhões) freqüentavam a escola regularmente em 2007. E uma minoria deles estava com os estudos atrasados: apenas um quarto dos estudantes do ensino fundamental tinha mais de dois anos acima da idade recomendada para a série que estudava. A taxa de analfabetismo entre os que estudam contrasta com a freqüência escolar dos jovens entre 7 e 14 anos, que alcançou 97,6% em 2007. Um nível considerado "praticamente universalizado" pelo IBGE. "O acesso à rede de ensino está se universalizando [...]. No entanto, ainda persistem problemas associados à eficácia escola", diz texto da Síntese de Indicadores Sociais, feita com base em cruzamentos de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2007, divulgada semana passada pelo IBGE. Para os pesquisadores, a contradição revela falhas na qualidade de ensino e pode ter como causa o sistema de aprovação automática em escolas. Na média brasileira, a taxa de analfabetismo foi de 10,5% da população, ou 14,1 milhões de pessoas, como havia revelado a Pnad. O índice é menor que o de uma década atrás --em 1997, havia 15,9 milhões de analfabetos, segundo o IBGE. Mas ainda não alcançou patamares como os da China (7,1%) e Rússia (0,6%), que dividem com o Brasil lugar nos Brics (grupo de países emergentes formado também pela Índia), segundo a pesquisa. A taxa brasileira, como mostrou a Pnad da semana passada, também é uma das piores da América Latina e está atrás de países como Bolívia, Suriname e Peru. Alfabetização de jovens e adultos As tentativas do governo de alfabetizar os adultos também são falhas, segundo aponta a Síntese de Indicadores Sociais. Em 2007, 2,6 milhões de brasileiros com mais de 15 anos faziam cursos de educação de jovens e adultos. Mas apenas um quinto deles freqüentava aulas de alfabetização de adulto, foco dos programas do governo federal, segundo o IBGE. Os outros 79,3% estavam em supletivos de ensino fundamental ou médio. Entre os adultos, 3,9% dos alunos de alfabetização têm 60 anos ou mais e 19,4%, 40 a 59 anos, contra 76,8% dos estudantes entre de 15 a 39 anos. Fonte: Revista Educação
Texto retirado de : http://ondajovem.terra.com.br/noticias.asp?idnoticia=4526
IBGE: cresce n° de crianças cursando série adequada
Quarta, 24 de setembro de 2008
IBGE: cresce n° de crianças cursando série adequada
A pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Síntese dos Indicadores Sociais 2008, aponta que o número de crianças do ensino fundamental que cursam a série recomendada para sua idade teve um crescimento importante nos últimos 10 anos. Em 1997, pouco mais de 43% dos alunos apresentavam idade superior à adequada para o seu nível. Os números de 2007 mostram que este percentual caiu para 27,5%.
» Veja mais dados e gráficos da pesquisa
Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) - principal indicador utilizado na Síntese na área de educação - entre as regiões que têm a maior porcentagem de crianças que não freqüentam o nível apropriado em 2007 estão a Norte e a Nordeste, com 35,4% e 38,8%, respectivamente. Estes números mostram que estas regiões ainda estão carentes de programas que favoreçam a inserção da criança na escola e combatam a repetência.
Os números apresentados em 2007 pelo Norte e Nordeste, apesar de apresentarem um avanço considerável desde a última pesquisa, ainda são maiores do que as alcançadas pelos estados do Sul e Sudeste já há 10 anos.
As regiões Sul e Sudeste, com as melhores porcentagens na última pesquisa, têm 16% das crianças fora dos padrões escolares. O índice da região Centro-Oeste é de 24,4%.
Ensino médioA situação educacional da faixa etária dos 15 aos 17 anos também melhorou na última década. Apesar de que apenas 48% dos adolescentes cursarem a série adequada do ensino médio em 2007, o crescimento em relação ao ano de 1997 foi de 80%. Nesse ano, apenas 26% estavam no nível recomendado.
A região com os melhores resultados é a Sudeste, com índice de 58,8%. E é nesta região que está o estado que se destaca: São Paulo, com 66,7%. A região Sul, está em segundo lugar com 55%, seguida da região Centro-Oeste com 49,6%, Norte com 36% e Nordeste, com as menores taxas, 36% dos adolescentes na série correta do ensino médio.
Segundo o IBGE, os números tão promissores de São Paulo, provavelmente, se devem aos programas de progressão continuada implementados em 1990, que estariam apresentando resultados em 2007.
Se analisadas as diferenças na adequação idade/nível por gênero, as mulheres levam vantagem; cerca de 53,8% estão no nível recomendado na escola contra 42,5% dos homens.
Esta porcentagem vista a partir do rendimento familiar dos adolescentes apresenta uma diferença muito desfavorável para os adolescentes que pertencem à faixa dos 20% mais pobres. Apenas 28% deles têm acesso ao ensino médio em contraste com a taxa de 77% dos jovens mais abastados.
Neste quesito, sem dúvida, houve um importante crescimento, já que em 1997 somente 6,1% dos adolescentes das camadas mais desfavorecidas cursavam o ensino médio.
Texto retirado de : http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3205053-EI8266,00-IBGE+cresce+n+de+criancas+cursando+serie+adequada.html
IBGE: cresce n° de crianças cursando série adequada
A pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Síntese dos Indicadores Sociais 2008, aponta que o número de crianças do ensino fundamental que cursam a série recomendada para sua idade teve um crescimento importante nos últimos 10 anos. Em 1997, pouco mais de 43% dos alunos apresentavam idade superior à adequada para o seu nível. Os números de 2007 mostram que este percentual caiu para 27,5%.
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Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) - principal indicador utilizado na Síntese na área de educação - entre as regiões que têm a maior porcentagem de crianças que não freqüentam o nível apropriado em 2007 estão a Norte e a Nordeste, com 35,4% e 38,8%, respectivamente. Estes números mostram que estas regiões ainda estão carentes de programas que favoreçam a inserção da criança na escola e combatam a repetência.
Os números apresentados em 2007 pelo Norte e Nordeste, apesar de apresentarem um avanço considerável desde a última pesquisa, ainda são maiores do que as alcançadas pelos estados do Sul e Sudeste já há 10 anos.
As regiões Sul e Sudeste, com as melhores porcentagens na última pesquisa, têm 16% das crianças fora dos padrões escolares. O índice da região Centro-Oeste é de 24,4%.
Ensino médioA situação educacional da faixa etária dos 15 aos 17 anos também melhorou na última década. Apesar de que apenas 48% dos adolescentes cursarem a série adequada do ensino médio em 2007, o crescimento em relação ao ano de 1997 foi de 80%. Nesse ano, apenas 26% estavam no nível recomendado.
A região com os melhores resultados é a Sudeste, com índice de 58,8%. E é nesta região que está o estado que se destaca: São Paulo, com 66,7%. A região Sul, está em segundo lugar com 55%, seguida da região Centro-Oeste com 49,6%, Norte com 36% e Nordeste, com as menores taxas, 36% dos adolescentes na série correta do ensino médio.
Segundo o IBGE, os números tão promissores de São Paulo, provavelmente, se devem aos programas de progressão continuada implementados em 1990, que estariam apresentando resultados em 2007.
Se analisadas as diferenças na adequação idade/nível por gênero, as mulheres levam vantagem; cerca de 53,8% estão no nível recomendado na escola contra 42,5% dos homens.
Esta porcentagem vista a partir do rendimento familiar dos adolescentes apresenta uma diferença muito desfavorável para os adolescentes que pertencem à faixa dos 20% mais pobres. Apenas 28% deles têm acesso ao ensino médio em contraste com a taxa de 77% dos jovens mais abastados.
Neste quesito, sem dúvida, houve um importante crescimento, já que em 1997 somente 6,1% dos adolescentes das camadas mais desfavorecidas cursavam o ensino médio.
Texto retirado de : http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3205053-EI8266,00-IBGE+cresce+n+de+criancas+cursando+serie+adequada.html
IBGE: n° de brancos com diploma é maior que o de negros
Quarta, 24 de setembro de 2008
IBGE: n° de brancos com diploma é maior que o de negros
A Síntese de Indicadores Sociais 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira, mostra que a representatividade dos negros e pardos nas instituições de ensino superior não apenas permanece baixa, como também cresce em menor proporção do que a de brancos.
» Veja mais dados e gráficos da pesquisa
Em 1997, a porcentagem de negros e pardos com mais de 25 anos e nível superior completo no País era de apenas 2,2%, enquanto a de brancos era de 9,6%. Mesmo com a lei de cotas vigorando no Brasil desde 2001, determinando às universidades federais que reservem 50% das vagas aos negros e pardos, a diferença entre os representantes desses grupos raciais e os brancos que concluíram o ensino superior continua em níveis bastante elevados. Em 2007 - quando muitos que ingressaram pela política de cotas já estavam formados - o número de brancos era de 13,4%, enquanto o de negros e pardos alcançava apenas 4%, um número três vezes menor.
Estes dados mostram que, mesmo depois de uma década na qual houve movimentos em direção a minimizar os obstáculos para a ascensão dos grupos raciais menos favorecidos, as populações de negros e pardos continuam em uma situação de maior dificuldade.
"Eu acredito que como existe um contingente muito grande de pessoas de cor preta e parda que ainda têm um rendimento familiar muito baixo, e houve no país nos últimos anos, uma disseminação de universidades privadas, cujo preço, nós todos sabemos não é acessível, certamente isso deve ter uma influência. Essa é uma hipótese explicativa do porque a distância está aumentando" disse Ana Lúcia Faboia, gerente da Síntese de Indicadores Sociais.
UniversitáriosAs pesquisas realizadas com estudantes entre 18 e 25 anos de idade para averiguar a porcentagem de universitários entre cada uma das raças, também mostram que a população branca se encontra favorecida apresentando números mais elevados que os de negros e pardos. Inclusive, a porcentagem de negros e pardos que freqüentavam uma universidade em 2007 era ainda menor do que a porcentagem de brancos em 1997.
Segundo o IBGE, entre os estudantes de 18 a 24 anos de idade, a porcentagem de brancos que se encontram no nível superior é de 57,9% e a dos negros e pardos é de 25%.
Outro dado relevante apontado pela pesquisa, é que a diferença que favorece os brancos aumentou na última década. Analisando os dados por idade, se observa que, por exemplo, a porcentagem da população branca com 21 anos de idade que eram alunos de uma instituição de ensino superior em 2007 era de 24,2% contra 8,4% de pessoas pretas e pardas. Uma diferença de 15,8 pontos percentuais. Em 1997 essa diferença era de 9,6 pontos percentuais.
Do ensino fundamental à universidadeObservando as pesquisas que abrangem as diferenças de escolaridade entre as pessoas das raças analisadas, dos 15 aos 24 anos, percebe-se que as disparidades já se apresentam de uma forma significativa antes da universidade.
Entre os 15 aos 17 anos, idades adequadas ao ensino médio, dos cerca de 85,2% dos brancos que freqüentavam a escola, 58,7% estavam no ensino médio. Entre os pretos e pardos, o total dos alunos que estavam na série correta de acordo com a idade eram de 39,4% de um total de 79,8% que freqüentavam a escola.
Texto retirado de : http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3205059-EI8266,00-IBGE+n+de+brancos+com+diploma+e+vezes+maior+que+o+de+negros.html
IBGE: n° de brancos com diploma é maior que o de negros
A Síntese de Indicadores Sociais 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira, mostra que a representatividade dos negros e pardos nas instituições de ensino superior não apenas permanece baixa, como também cresce em menor proporção do que a de brancos.
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Em 1997, a porcentagem de negros e pardos com mais de 25 anos e nível superior completo no País era de apenas 2,2%, enquanto a de brancos era de 9,6%. Mesmo com a lei de cotas vigorando no Brasil desde 2001, determinando às universidades federais que reservem 50% das vagas aos negros e pardos, a diferença entre os representantes desses grupos raciais e os brancos que concluíram o ensino superior continua em níveis bastante elevados. Em 2007 - quando muitos que ingressaram pela política de cotas já estavam formados - o número de brancos era de 13,4%, enquanto o de negros e pardos alcançava apenas 4%, um número três vezes menor.
Estes dados mostram que, mesmo depois de uma década na qual houve movimentos em direção a minimizar os obstáculos para a ascensão dos grupos raciais menos favorecidos, as populações de negros e pardos continuam em uma situação de maior dificuldade.
"Eu acredito que como existe um contingente muito grande de pessoas de cor preta e parda que ainda têm um rendimento familiar muito baixo, e houve no país nos últimos anos, uma disseminação de universidades privadas, cujo preço, nós todos sabemos não é acessível, certamente isso deve ter uma influência. Essa é uma hipótese explicativa do porque a distância está aumentando" disse Ana Lúcia Faboia, gerente da Síntese de Indicadores Sociais.
UniversitáriosAs pesquisas realizadas com estudantes entre 18 e 25 anos de idade para averiguar a porcentagem de universitários entre cada uma das raças, também mostram que a população branca se encontra favorecida apresentando números mais elevados que os de negros e pardos. Inclusive, a porcentagem de negros e pardos que freqüentavam uma universidade em 2007 era ainda menor do que a porcentagem de brancos em 1997.
Segundo o IBGE, entre os estudantes de 18 a 24 anos de idade, a porcentagem de brancos que se encontram no nível superior é de 57,9% e a dos negros e pardos é de 25%.
Outro dado relevante apontado pela pesquisa, é que a diferença que favorece os brancos aumentou na última década. Analisando os dados por idade, se observa que, por exemplo, a porcentagem da população branca com 21 anos de idade que eram alunos de uma instituição de ensino superior em 2007 era de 24,2% contra 8,4% de pessoas pretas e pardas. Uma diferença de 15,8 pontos percentuais. Em 1997 essa diferença era de 9,6 pontos percentuais.
Do ensino fundamental à universidadeObservando as pesquisas que abrangem as diferenças de escolaridade entre as pessoas das raças analisadas, dos 15 aos 24 anos, percebe-se que as disparidades já se apresentam de uma forma significativa antes da universidade.
Entre os 15 aos 17 anos, idades adequadas ao ensino médio, dos cerca de 85,2% dos brancos que freqüentavam a escola, 58,7% estavam no ensino médio. Entre os pretos e pardos, o total dos alunos que estavam na série correta de acordo com a idade eram de 39,4% de um total de 79,8% que freqüentavam a escola.
Texto retirado de : http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3205059-EI8266,00-IBGE+n+de+brancos+com+diploma+e+vezes+maior+que+o+de+negros.html
Dia Mundial Sem Carro não empolga brasiliense
Dia Mundial Sem Carro não empolga brasiliense
Publicação: 23/09/2008 08:21
O brasiliense responsabiliza a carência de um transporte público eficiente pelo caos que mais de um milhão de carros provoca diariamente nas ruas do Distrito Federal. Circulando por locais onde trabalha muita gente, mas não há vagas suficientes, o Correio não encontrou nenhum motorista que tenha escolhido um meio de transporte alternativo no Dia Mundial Sem Carro, mas conversou com pessoas dispostas a abrir mão do conforto na busca por um trânsito mais civilizado.É o caso de quatro amigos que trabalham na Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), no Setor Bancário Norte, e, há mais de dois anos, só saem em grupo para almoçar. “Sempre vamos a quadras próximas e, andando juntos, mantemos as vagas que conseguimos pela manhã e colaboramos com o trânsito”, valoriza Tiago Dias, 28 anos, motorista da vez ontem. “Cada dia vamos em um carro diferente. Normalmente no de quem não conseguiu uma vaga de verdade. Na volta, a pessoa estaciona direito”, explica Paula Pita, 23. “Planejamos, inclusive, voltar cedo do almoço para achar a vaga, que depois de 13h30 é muito difícil”, comenta Victor Lima, 26. O problema crônico de estacionamento do local foi o principal motivo para o início da carona. “Nos conhecemos aqui e combinamos de fazer isso assim que ficamos mais próximos. Antes era um desespero”, conclui Vanessa Borges 22.Do grupo, apenas Victor sabia que ontem era celebrado o dia em que o cidadão é chamado a pensar na dependência do automóvel e em alternativas como a carona, o transporte público e a bicicleta. A iniciativa que começou em 1988 na França já alcança aproximadamente 3 mil cidades mundo afora. A adesão no Brasil, no entanto, não chega a empolgar. A data é lembrada em várias cidades, mas uma pesquisa realizada pelo Ibope no ano passado mostrou que apenas 1,6% dos motoristas paulistanos deixaram o carro em casa de propósito. Não há números referentes a Brasília.Em julho o Correio mostrou que 60% dos carros que circulam pelo DF levam apenas o motorista, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Segurança no Trânsito. Essa realidade é apontada pela bancária Gerti Egler, 48, como um dos principais problemas do trânsito local. “O motorista brasiliense não é solidário, não tem essa filosofia. Se fosse diferente, seria fácil notar a diferença nas ruas: os carros estariam mais cheios”, afirma ela, que vai trabalhar no Setor Bancário Sul junto com uma colega que mora perto de seu prédio, na Asa Sul. “Eu morava em um condomínio do Lago Sul, mas aluguei um apartamento no Plano Piloto para facilitar minha vida porque não estava mais agüentando. Combinamos no trabalho e vamos juntas todo dia, cada vez no carro de uma”, explica.Para a bancária, a melhora no transporte público é fundamental para a construção de um trânsito que seja bom para todos. “Nos ônibus não acredito mais, é uma máfia. Mas se o metrô chegar a mais lugares, a situação pode melhorar. É a melhor opção, acho que devia ter linhas para o lado do Cruzeiro, para a Asa Norte, para o Gama%u2026 O que já existe serve à população, mas uma pequena parte”, conclui.O metrô foi a opção escolhida pelo servidor público Paulo Saraiva, 57, que mora em Águas Claras e trabalha no centro de Brasília. Ele usa o meio de transporte para ir e voltar e vai almoçar a pé, em restaurantes perto do trabalho. A não ser quando consegue uma carona solidária, como ontem. “Como tenho uma colega fazendo um curso na UnB à tarde, aproveito para almoçar com ela”, afirma ele ao entrar no carro da também servidora Elisia Muller, 28. “Sempre dou carona, por uma questão de filosofia mesmo”, destaca ela antes de dar a partida.
Texto retirado de : http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2008/09/23/noticia_interna,id_sessao=13&id_noticia=34567/noticia_interna.shtml
Publicação: 23/09/2008 08:21
O brasiliense responsabiliza a carência de um transporte público eficiente pelo caos que mais de um milhão de carros provoca diariamente nas ruas do Distrito Federal. Circulando por locais onde trabalha muita gente, mas não há vagas suficientes, o Correio não encontrou nenhum motorista que tenha escolhido um meio de transporte alternativo no Dia Mundial Sem Carro, mas conversou com pessoas dispostas a abrir mão do conforto na busca por um trânsito mais civilizado.É o caso de quatro amigos que trabalham na Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), no Setor Bancário Norte, e, há mais de dois anos, só saem em grupo para almoçar. “Sempre vamos a quadras próximas e, andando juntos, mantemos as vagas que conseguimos pela manhã e colaboramos com o trânsito”, valoriza Tiago Dias, 28 anos, motorista da vez ontem. “Cada dia vamos em um carro diferente. Normalmente no de quem não conseguiu uma vaga de verdade. Na volta, a pessoa estaciona direito”, explica Paula Pita, 23. “Planejamos, inclusive, voltar cedo do almoço para achar a vaga, que depois de 13h30 é muito difícil”, comenta Victor Lima, 26. O problema crônico de estacionamento do local foi o principal motivo para o início da carona. “Nos conhecemos aqui e combinamos de fazer isso assim que ficamos mais próximos. Antes era um desespero”, conclui Vanessa Borges 22.Do grupo, apenas Victor sabia que ontem era celebrado o dia em que o cidadão é chamado a pensar na dependência do automóvel e em alternativas como a carona, o transporte público e a bicicleta. A iniciativa que começou em 1988 na França já alcança aproximadamente 3 mil cidades mundo afora. A adesão no Brasil, no entanto, não chega a empolgar. A data é lembrada em várias cidades, mas uma pesquisa realizada pelo Ibope no ano passado mostrou que apenas 1,6% dos motoristas paulistanos deixaram o carro em casa de propósito. Não há números referentes a Brasília.Em julho o Correio mostrou que 60% dos carros que circulam pelo DF levam apenas o motorista, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Segurança no Trânsito. Essa realidade é apontada pela bancária Gerti Egler, 48, como um dos principais problemas do trânsito local. “O motorista brasiliense não é solidário, não tem essa filosofia. Se fosse diferente, seria fácil notar a diferença nas ruas: os carros estariam mais cheios”, afirma ela, que vai trabalhar no Setor Bancário Sul junto com uma colega que mora perto de seu prédio, na Asa Sul. “Eu morava em um condomínio do Lago Sul, mas aluguei um apartamento no Plano Piloto para facilitar minha vida porque não estava mais agüentando. Combinamos no trabalho e vamos juntas todo dia, cada vez no carro de uma”, explica.Para a bancária, a melhora no transporte público é fundamental para a construção de um trânsito que seja bom para todos. “Nos ônibus não acredito mais, é uma máfia. Mas se o metrô chegar a mais lugares, a situação pode melhorar. É a melhor opção, acho que devia ter linhas para o lado do Cruzeiro, para a Asa Norte, para o Gama%u2026 O que já existe serve à população, mas uma pequena parte”, conclui.O metrô foi a opção escolhida pelo servidor público Paulo Saraiva, 57, que mora em Águas Claras e trabalha no centro de Brasília. Ele usa o meio de transporte para ir e voltar e vai almoçar a pé, em restaurantes perto do trabalho. A não ser quando consegue uma carona solidária, como ontem. “Como tenho uma colega fazendo um curso na UnB à tarde, aproveito para almoçar com ela”, afirma ele ao entrar no carro da também servidora Elisia Muller, 28. “Sempre dou carona, por uma questão de filosofia mesmo”, destaca ela antes de dar a partida.
Texto retirado de : http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2008/09/23/noticia_interna,id_sessao=13&id_noticia=34567/noticia_interna.shtml
Campanha Nacional “Criança Não é de Rua”
Acontecerá, em Goiânia, no dia 24 de setembro, o Seminário de lançamento da Campanha Nacional “Criança Não é de Rua”.
Objetivos:
Apresentar a Campanha Nacional “Criança Não é de Rua”
Avaliara situação das crianças de rua em Goiânia
Propor alternativas de enfrentamento para serem levadas para um Seminário Nacional
Assinatura da carta de adesão à Campanha Nacional
Data: 24 de setembro Local: Auditório Básico da UCGHorário: 8h30Inscrições: no local (gratuitas) Mais informações: CEDCA-GO – (62) 3201-8546
Saiba mais:
A Campanha Nacional de Enfrentamento à Situação de Moradia nas Ruas de Crianças e Adolescentes - Criança Não é de Rua - é uma ação de mobilização nacional em defesa dos direitos de crianças e adolescentes em situação de moradia nas ruas.
Esta é uma iniciativa para a construção efetiva de uma nova realidade, capaz de gerar alianças e propostas de mudanças imediatas e de longo prazo, visando viabilizar a construção de uma alternativa real à vida nas ruas.
Por meio de seminários estaduais, fóruns de discussão e da cobertura da imprensa, a campanha incentiva o diálogo sobre a importância da aproximação feita pelos/as educadores/as sociais na rua, da convivência familiar e comunitária, dos espaços de acolhimento institucional governamentais e não governamentais, além das políticas públicas, financiamento governamental e tecnologias sociais que envolvem crianças e adolescentes em situação de moradia nas ruas.
Em 2009, acontecerá um seminário nacional que integrará os principais atores e as discussões apresentadas durante a primeira fase da campanha e formulará as bases de um Programa Nacional de Emfrentamento à Situação de Moradia nas Ruas de Crianças e Adolescentes, que será apresentado ao Governo Federal.
Mais informações: www.criancanaoederua.org.br.
Texto retirado de : http://www.casadajuventude.org.br/index.php?option=content&task=view&id=2150&Itemid=2
Objetivos:
Apresentar a Campanha Nacional “Criança Não é de Rua”
Avaliara situação das crianças de rua em Goiânia
Propor alternativas de enfrentamento para serem levadas para um Seminário Nacional
Assinatura da carta de adesão à Campanha Nacional
Data: 24 de setembro Local: Auditório Básico da UCGHorário: 8h30Inscrições: no local (gratuitas) Mais informações: CEDCA-GO – (62) 3201-8546
Saiba mais:
A Campanha Nacional de Enfrentamento à Situação de Moradia nas Ruas de Crianças e Adolescentes - Criança Não é de Rua - é uma ação de mobilização nacional em defesa dos direitos de crianças e adolescentes em situação de moradia nas ruas.
Esta é uma iniciativa para a construção efetiva de uma nova realidade, capaz de gerar alianças e propostas de mudanças imediatas e de longo prazo, visando viabilizar a construção de uma alternativa real à vida nas ruas.
Por meio de seminários estaduais, fóruns de discussão e da cobertura da imprensa, a campanha incentiva o diálogo sobre a importância da aproximação feita pelos/as educadores/as sociais na rua, da convivência familiar e comunitária, dos espaços de acolhimento institucional governamentais e não governamentais, além das políticas públicas, financiamento governamental e tecnologias sociais que envolvem crianças e adolescentes em situação de moradia nas ruas.
Em 2009, acontecerá um seminário nacional que integrará os principais atores e as discussões apresentadas durante a primeira fase da campanha e formulará as bases de um Programa Nacional de Emfrentamento à Situação de Moradia nas Ruas de Crianças e Adolescentes, que será apresentado ao Governo Federal.
Mais informações: www.criancanaoederua.org.br.
Texto retirado de : http://www.casadajuventude.org.br/index.php?option=content&task=view&id=2150&Itemid=2
Dia Mundial Sem Carro
Todo dia 22 de setembro, milhões de pessoas ao redor do mundo comemoram o Dia Mundial Sem Carro. A mobilização é um exercício de reflexão sobre a dependência e o uso (muitas vezes) irracional dos automóveis em nossa sociedade. Afinal de contas, tem gente que não vai até a padaria da esquina sem usar o carro.
A idéia principal do dia é fazer com que as pessoas pensem um pouco sobre o estilo de vida que levam, sobre a possibilidade de diminuírem o uso do carro (em face do trânsito pesado enfrentado nas cidades), ou mesmo, se possível, em substituir o possante por outro meio de transporte. A Bicicletada, por exemplo, é um movimento internacional que prega o uso da bicicleta como o principal meio de transporte das pessoas.
Texto retirado de : http://ambiente.hsw.uol.com.br/dia-mundial-sem-carro.htm
A idéia principal do dia é fazer com que as pessoas pensem um pouco sobre o estilo de vida que levam, sobre a possibilidade de diminuírem o uso do carro (em face do trânsito pesado enfrentado nas cidades), ou mesmo, se possível, em substituir o possante por outro meio de transporte. A Bicicletada, por exemplo, é um movimento internacional que prega o uso da bicicleta como o principal meio de transporte das pessoas.
Texto retirado de : http://ambiente.hsw.uol.com.br/dia-mundial-sem-carro.htm
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